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Como será o amanhã? Três “deveres de casa” para virar o jogo em 2016

Todos sabemos que 2015 foi um ano bastante complicado para o Brasil e para a maioria das empresas, famílias e indivíduos. A lama provocada pelo rompimento da barragem em Mariana (MG) e o vírus que aterroriza grávidas causando microcefalia em inocentes bebês são metáforas infelizes, porém adequadas, para dois males que nos empurram ladeira abaixo: de um lado, o mar de lama que soterra grande parte do nosso mundo político; do outro, a “zika” instalada na nossa economia desmantelada ao longo do ano — inflação elevada, desemprego alto, PIB em queda livre, juros absurdos, grau de investimento perdido, desconfiança de  consumidores…

Ao ler a orquestrada análise de membros do alto escalão do Governo fazendo um balanço sobre a sua desastrada gestão em 2015, lembrei-me da história de um cara que caiu do vigésimo andar de um prédio e ao passar pela janela do 12º, sorria para quem olhava a sua queda e gritou: “Até aqui, tudo bem!”. Cambaleante entre fazer o que é necessário para recolocar o País nos trilhos ou agradar certos setores para preservar o mandato conquistado no lero-lero mercadológico, o Governo insiste na tecla “enganosa na retrospectiva e falaciosa na perspectiva” da campanha.

Mas não adianta optar pelo muro das lamentações ou procurar bodes expiatórios. Temos que entender com maior profundidade a realidade que nos envolve. É hora de nos mantermos bem informados, adotarmos uma série de precauções (como as sugeridas a seguir) e continuarmos sonhando com o futuro do nosso país, das empresas, famílias e da nossa carreira, mas com os pés muito bem fincados no chão.

Ao longo do ano trabalhei com várias empresas, ajudando-as em diversos tipos de turnaround(busca de um novo modelo de negócio / enxugamento organizacional / reestruturação financeira / identificação de novos mercados / capacitação de novos líderes / desenho de nova estratégia comercial etc). Alguns clientes ainda se defrontam com a crise que antecipávamos desde o último trimestre de 2014, outros já começam a sair dela e alguns estão empenhados em ações preventivas, se reinventando para evitar entrar na dita cuja. Me deparei também com a inusitada situação de algumas clientes multinacionais: suas filiais no Brasil ainda são lucrativas, mas perderam sua importância no ranking interno das suas matrizes devido a menor demanda interna e a desvalorização cambial pois agora as receitas e lucros gerados no mercado brasileiro, quando convertidos em moeda forte, são bem menores que no passado.

Além desses trabalhos intensos de consultoria, tive a oportunidade de fazer várias palestras e conduzir workshops para inúmeras empresas. Um tema foi recorrente — 22 palestras realizadas nos últimos 3 meses –  sobre como superar os desafios do novo ciclo até 2018.

De forma customizada para cada empresa, propunha sempre 5 iniciativas: (i) Reposicione a estratégia e os produtos / serviços da empresa; (ii) Esteja mais próximo do que nunca dos seus clientes e redefina sua estratégia comercial; (iii) Mobilize de forma inspiradora sua equipe; (iv) Reduza de forma inteligente seus custos, cuidando mais do fluxo de caixa e rentabilidade do que do faturamento; (v) Inove de forma constante, não apenas nos produtos mas também na gestão de clientes, parceiros e pessoas.

Gostaria de aproveitar o momento da virada de ano para sugerir que você reflita sobre pelo menos 3 “deveres de casa” que precisa fazer ao longo de 2016:

  1. POSICIONE-SE: Não pense apenas no cargo que você exerce, mas nas soluções que você pode aportar: quais são seus diferenciais? Identifique as missões você pode desempenhar que ajudarão sua empresa a superar desafios, pois cargos poderão ser extintos mas soluções sempre serão benvindas. Sugiro sempre 3 vetores para gerar e capturar valor: contribuir com o aumento de Receitas da empresa (vendas, conquistas de clientes, recebíveis, nichos, imagem etc); ajudar a reduzir despesas e custos; apoiar a mitigação de riscos. Você conhece alguém que não gostaria de, neste momento, contar com pessoas que ajudem a aumentar receitas ou reduzir custos ou mitigar riscos?
  1. MOBILIZE SUA EQUIPE: Inspire as pessoas que fazem parte da sua equipe, ofereça um significado para que todos atuem de forma mais propositiva e comprometa-os com os desafios da empresa. Valorize as pessoas multifuncionais, capazes de executar várias tarefas em vez de apenas ser um especialista que só sabe tocar um instrumento. Você mesmo é um expert ou um multifuncional? Os membros da sua equipe estão com “brilho no olho e faca nos dentes” ou estão com “olhar de paisagem”?
  1. CUIDE-SE!: Em momentos de crise, a autoliderança ganha contornos fundamentais: coerência entre o que você diz e o que faz; integridade total; gestão adequada do tempo x prioridades; equilíbrio entre as diferentes dimensões da sua vida – saúde, família, amigos, cidadania e vida espiritual são importantes para que você possa “trabalhar melhor”, não apenas “trabalhar mais”. Repito: cuide da saúde e da família pois o quadro de estresse, depressão e desespero — pela possibilidade de que sua renda, padrão de vida e status social possam piorar — está trazendo consequências para um número crescente de profissionais sob a forma de AVCs, infarto, alcoolismo, overdose de remédios controlados e até mesmo de drogas ilegais.

O “remédio” que curará nosso país é amargo e cada um terá de tomar a sua dose nesse “tratamento”. Então, seja você dono de uma empresa, executivo graduado, funcionário contratado ou trabalhe por “conta própria”, vale a pena focar naquilo que poderá definir seu grau de sucesso ou fracasso neste novo ciclo pleno de desafios e incertezas. 

Sugiro que você elabore seu Projeto de Vida e Carreira 2016:

  • Liste os resultados que você pretende comemorar no final de 2016: metas da empresa, na sua carreira, financeiras, qualitativas, saúde, família, cidadania. Ou seja, planeje o seu ano, tire os dramas da cabeça e coloque no papel de forma mensurável. Identifique ações, prazos e aliados;
  •  Identifiques as três maiores necessidades de capacitação – conhecimentos ou habilidades — que você deveria focar no próximo ano;
  • Enumere as três atitudes que você se compromete a mudar nos próximos meses;
  • Prepare o seu Plano B, caso algo inesperado ou indesejado ocorra fora do seu controle;
  • Lute pelos seus sonhos e metas, pois quem não o faz acaba como coadjuvante do sonho dos outros.

É o momento de assumirmos as rédeas do nosso destino e seguirmos em frente com foco, determinação e perseverança. E acredite: vamos sair dessa. É uma questão de tempo. Capriche em 2016. E prepare-se para celebrar e desejar um sincero Feliz Ano Novo… em 2017!

Crédito – Administradores.com

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